terça-feira, 28 de abril de 2015

A UFMA PEDE SOCORRO!

Por Prof. Dr. Sofiane Labidi
     A dezoito anos no poder (dez anos na direção do hospital universitário e oito anos na reitoria), a cúpula da atual administração superior da UFMA sonha e planeja perdurar ainda maisum bom tempo no seu reinado.
     Direito legitimado assegurado deles, se não fosse pela práticada máxima bolchevista “os fins justificam os meios”.        Para isto, tudo é permitido: uso da máquina na campanha, campanha antecipada, ferimento à democracia ao nomear um conselho universitário pró-tempore que, por via de regra, devia ser eleito, a prática da perseguição, intimidação, e a difamação, e por ai vai.
      Tudo isto em nome de uma gestão histórica e revolucionária.Algumas pessoas estão de queixo caído ao ver as melhorias infra estruturais e a maquiagem feita na Ufma.  Convido essas pessoas a visitarem universidades aqui mesmo do nordeste como UFPI e UFPA por exemplo(as federais do Piauí e do Pará). Senhores, estamos longe de chegar perto!
    Na realidade, a maioria não sabe que a UFMA, a exemplos da maioria das Universidades Federais, jamais recebeu tanto recurso e apoio na sua história.  Mérito dos Governos Lula e Dilma.  Que a justiça seja feita!  Além disso, devemos ressaltar o empenho da nossa bancada de deputados e senadores em Brasília que assegurarem bastante recursos para a nossa querida universidade.  Todos, sem exceção, participarem deste esforço.  São cerca de 100 milhões de reais só em 2014 para que se tenha ideia.  Infelizmente, pouca gente sabe disso.
     Com tanto recurso, devíamos fazer muito mais pela UFMA.  Infelizmente, esse esforço não foi acompanhado por uma melhoria no tripé Ensino-Pesquisa-Extensão e a nossa universidade encontra-se hoje no pior momento de sua história.  Prova disso são os indicadores de qualidade da UFMA queestão despencando seguindo os dados do MEC.Por exemplo, enquanto as universidades de todo o pais estão investindo na educação a distância (EAD), a UFMA que chegou a ter cerca de 15.000 alunos em Educação a Distância, hoje não passa dos 3.000 alunos.  Os campi do interior estão sofrendo com a falta de transporte, de moradia, de restaurante, et.
    O descompromisso com quem faz a alma da universidade que são seus alunos, professores e técnico-administrativos é alarmante.  Falta diálogo, falta respeito, falta aproximação.  A UFMA de hoje é uma caixa preta que necessita de modelo de gestão participativo e eficaz.  Tudo é centralizado na figura do reitor o que inviabiliza o funcionamento da instituição.  As pró-reitorias não têm autonomia para gerir os recursos.
     A insatisfação é muito grande tantos dos alunos como dos professores e dos técnicos administrativos.  Vamos salvar a Ufma Este gigante adormecido, precisa ser acordado.
     Nas minhas falas, sempre ressaltei a dimensão extraordinária da UFMA e sua importância para o Maranhão.  A UFMA é cheia de competências e talentos. A UFMA gera conhecimento de qualidade: monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, artigos publicados em periódicos, etc.Infelizmente, esse conhecimento gerado fica nas prateleiras e está sub utilizado.  Isto não é a culpa do pesquisador, mas sim da falta de uma verdadeira política institucional para transformação deste conhecimento gerado em inovações, patentes, royalties, políticas públicas, etc.
      Estamos propondo a criação da Agência UFMA de desenvolvimento, a exemplo da Inova da Unicamp, que se encarregará disto e da interação Universidade-Empresa.  O conceito do “Conhecimento Útil” é aproveitamento do conhecimento gerado na academia em pró da sociedade e do desenvolvimento.  Difamar minha fala e espalhar nos blogs que estou dizendo que os pesquisadores da Ufma fazem pesquisas inúteis é um descompromisso com a verdade e só é prova do desespero do grupo no poder que está assistindo o seu castelo desmoronar.
   Em pleno século XXI, essas práticas desrespeitam a nossa universidade e não conduzem com a ética e a cidadania.  A UFMA está pedindo mudanças.  A Ufma está pedindo novos ares, um novo modelo de gestão moderno, e um novo olhar sobre seu papel na sociedade.

    A nossa fé é muito grande.  Vamos salvar a Ufma, vamos lutar por uma universidade democrática, inclusiva,moderna, inovadora, e que busca estar em um patamar de excelência, garantindo-lhe o status da maior e melhor Universidade do Nordeste e uma das mais conceituadas do Brasil.

domingo, 19 de abril de 2015

COOPERATIVISMO

Por: Prof. Dr. Sofiane Labidi

       O capitalismo é um Sistema que sabe gerar riqueza, porém não sabe distribuí-la.  O Comunismo e o Socialismo sabem distribuir riqueza, mas não sabem gerá-la.  Entretanto, o Cooperativismo é o único Sistema econômico que sabe fazer as duas coisas: gerar riqueza e distribuí-la.
       Cooperativismo significa a união de pessoas para criação de riqueza sob uma base de gestão democrática e a distribuição desta de uma forma equitativa.  Uma cooperativa é uma associação autônoma de pessoas (acima de 20) que se juntem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e/ou culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida.
       Forte de valores como equidade, solidariedade, gestão compartilhada, valorização e priorização do capital humano em detrimento do capital financeiro, distribuição, e sustentabilidade, o Cooperativismo é muito mais que um negócio, é uma filosofia capaz de unir desenvolvimento econômico e bem estar social.  É um modelo alternativo que combina produtividade e responsabilidade social e que busca uma sociedade próspera, mais justa e mais humana.
        O cooperativismo é um movimento que gera hoje qualidade de vida para mais de um bilhão de cooperados no mundo.  Este número é muito superior aos 328 milhões de acionistas de empresas de capital.  O cooperativismo emprega atualmente mais de 100 milhões de pessoas.  Nos Estados Unidos, a população cooperativista é de 120 milhões de pessoas.  No Brasil, segunda a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), existem hoje no país cerca de 6.700 cooperativas com mais de 9 milhões de associados e cerca de 300 mil funcionários.  As cooperativas atuam em 13 segmentos diferentes.          Porém, um pouco menos da metade das cooperativas brasileiras atuam nos setores de agropecuária e de crédito congregando 4 milhões de associados de um total de 9 milhões.  No Maranhão, há cerca de 600 cooperativas.  Porém, apenas 50 delas têm suas documentações em dia.
Para apreendemos a importâncias das cooperativas em relação aos bancos, basta observemos, por exemplo, o desempeno dos bancos.  De acordo com dados do Banco Central (BACEN), as 76 agências bancárias instaladas em São Luís lucrarem de janeiro de 2010 a junho de 2011 (18 meses) 692 milhões de reais.  Infelizmente, este dinheiro tem achado seu paradeiro nos grandes centros financeiros do País, deixando a comunidade ludovicense e a economia local carente de recursos para o desenvolvimento de suas atividades.
     Em nível nacional, apenas nas regiões Sudeste e Centro-oeste que o volume das captações dos bancos é menor que o volume dos investimentos (empréstimo, financiamentos, etc.).  Isto mostra que tais regiões recebem recursos externos vindo das outras regiões.  No Maranhão, o superávit total das 276 agências bancárias do estado é de 317 milhões (2011)
    Diferentemente do sistema bancário, o cooperativismo é um mecanismo que proporciona que os recursos fiquem nos municípios e beneficiem seus titulares.  As cooperativas de crédito, por exemplo, é um importante mecanismo para implementar ações que promovam a inserção de comunidades carentes na cadeia produtiva e fomentar portanto o crescimento econômico.  Suas vantagens são enormes, pois a cooperativa de crédito é dirigida e controlada pelos próprios cooperados, todos os associados têm acesso ao crédito sem distinção, e com menor custo operacional em relação aos bancos, menor taxa de juros nas operações de crédito, menores tarifas de prestação de serviços, menos impostos e tributos, e maior rendimento nas aplicações financeiras.  A concessão do crédito é imediata e sem burocracia, o atendimento é personalizado, a aplicação dos recursos é feita na própria classe e as sobras e excedentes são distribuídas entre os cooperados.  Além disso, as cooperativas têm um fundo de assistência aos cooperados e um fundo de reserva.
   Ficou comprovado que as cooperativas exercem um papel fundamental no desenvolvimento econômico e social de centenas de milhões de pessoas pelo mundo.  Portanto, cabe a todos: governos, cooperativas e as organizações representativas do setor de encontrar as formas de dar ênfase à decisão da ONU.  As universidades precisam contribuir, por exemplo, criando cursos relacionados como o de “Gestão de Cooperativas”, etc.
As secretarias de trabalha e renda devem dar mais importância a esta ferramenta extraordinário de combate à pobreza e à desigualdade.  O SEBRAE e a FIEMA podendo também ter um papel fundamental no fortalecimento do setor.  Salientamos ainda a bela inciativa da Associação Comercial do Maranhão que, no ano internacional do cooperativismo e quadricentenário de nossa querida São Luís, está instalando a cooperativa de crédito dos empresários do Maranhão.  Também, a Organização das Cooperativas do Estado do Maranhão (OCEMA) e os órgãos municipais competentes pelo esforço na definição e implantação da Política Municipal de Cooperativismo.
       Devemos sensibilizar sobre a importância desta ferramenta econômica e social, e de promover a criação e o desenvolvimento desse modelo que, nos últimos anos, vem atraindo o interesse tanto dos economistas como dos empreendedores.
    Precisamos entender que há milhares de maneiras de fazer negócios e que necessitamos trabalhar juntos de forma cooperativa.  Fica aqui registrada a nossa homenagem e nosso reconhecimento do papel fundamental das Cooperativas na promoção do desenvolvimento socioeconômico de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo e parabenizamos a categoria pelo ano internacional do cooperativismo.

sábado, 11 de abril de 2015

CIÊNCIA, ACADEMIA, E DESENVOLVIMENTO

   
Por: Prof. Dr. Sofiane Labidi
    O futuro da humanidade passa pela ciência. Cada vez mais, nosso mundo está dependendo do conhecimento e de sua aplicação.  A ciência é a descoberta e geração de novos conhecimentos fruto da pesquisa científica.  A ciência é reconhecida também como o “método de pensamento e de ação”.  O método é o caminho; o pensamento é a ideia ou a abstração; e a ação é o visível ou o concreto.
   Graças à ciência, usufruímos hoje da energia elétrica, água tratada, vacinas e remédios contra as doenças, celulares, Televisões, etc. colaborando assim consideravelmente com o progresso da humanidade.  O futuro da nossa gente está atrelado ao conhecimento.
   As revoluções científicas são grandes descobertas que, além de ampliarem o conhecimento existente, mudaram radicalmente nossa forma de ver o mundo e renovam nossos paradigmas.  Como exemplos de gente responsáveis dessas revoluções científicas, citamos: Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Isaac Newton, Charles Darwin, Max Planck, Albert Einstein, etc. A revolução de Nicolau Copérnico, no século XVI, por exemplo, derrubou a teoria que considerava a Terra como o centro do         Universo afirmando que nosso planeta gira em torno do Sol.
Entretanto, embora tais teorias sejam muito importantes, nenhuma delas rivaliza com o impacto da revolução quântica.  A mecânica ou física quântica é o estudo dos sistemas físicos em uma escala muito pequena (10-10) nas camadas atômicas e subatômicas: átomos, elétrons, prótons, pósitrons, etc. em oposição à mecânica clássica de Newton.
   Devemos ter uma visão quântica do nosso universo e não uma visão clássica.                 Devemos acreditar que o homem é o centro do universo e que a ciência é seu grande aliado.
    Precisamos entender que a ciência é a grande responsável pelo desenvolvimento social, político, econômico de uma nação, de uma região, de um estado, de uma cidade.  Sem a ciência, seremos, eternamente, meros copiadores de modelos, e continuaremos dependentes para sempre.
      A ciência tem que ser popularizada e a educação tem que ter prática, pois não existe ciência sem a prática científica.  Infelizmente, estamos focando muito mais a quantidade de que a qualidade.
  É preciso mudar o paradigma e reconhecer que é com o conhecimento, empreendedorismo, e inovação que iremos crescer e esperar um futuro melhor.
   Quando falo de conhecimento, me refiro à necessidade de uma educação de qualidade focada nas reais necessidades da nossa gente.  O princípio do “conhecimento útil” que infelizmente é pouco entendido e colocado em prática por nossa academia.
  Quando falo de empreendedorismo, me refiro à importância da empresa no tecido econômico e social, pois ela é a grande responsável pela geração de emprego e de riqueza no estado e no país.
  Quando falo de inovação, me refiro à importância da criatividade e da pesquisa científica que é transformada em riquezas.

   Sem dúvida, a Agenda do futuro é a agenda da formação, do conhecimento, da ciência e da inovação.  Vamos dar aos nossos jovens as condições para produzir ciência, riqueza, e crescimento.  Vamos investir no conhecimento útil e intensificar o aporte da ciência e da tecnologia na nossa estratégia de desenvolvimento.  A nossa academia precisa sair de sua zona de conforto e do atraso e assumir seu verdadeiro papel na sociedade i.e. nossa academia precisa ser um verdadeiro elemento de transformação da sociedade.  Viva a Ciência aliada do cidadão e do progresso.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

CONHECIMENTO E INOVACAO


     
       Por: Prof. Dr. Sofiane Labidi
      Considero a “empresa” a célula mais importante da sociedade e seu principal motor de desenvolvimento.  Isto porque, além das suas responsabilidades sociais, a empresa tem grandes capacidades de geração de trabalho e renda e é evidente hoje o papel fundamental que as empresas têm na economia regional e nacional. 
   As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) representam a grande fatia deste seguimento e são responsáveis por mais de 50% dos empregos gerados no país tendo assim uma grande influência no fortalecimento das economias locais.
      A globalização da economia quebrou todas as barreiras e colocou as empresas em competição aberta diante de um mercado heterogêneo e muito dinâmico aumentando as ameaças às empresas locais, regionais e nacionais.  Uma empresa Maranhense, por exemplo, está em competição direta com empresas chinesas, francesas, norte americanas; etc.  Assim, a competitividade do Maranhão passou a depender da capacidade de valorização de seus recursos locais no mercado global.
      Portanto, está em jogo a sobrevivência das empresas e a estratégia para enfrentar este desafio é a inovação tecnológica.  No mercado globalizado, a competitividade está dependendo, cada vez mais, da capacidade da empresa aprender e inovar.  Os esforços deverão logo se concentrar na implantação e manutenção, na empresa, de uma estrutura própria de Aprendizagem Organizacional e de Pesquisa,      
      Desenvolvimento e Inovação -PD&I para desafiar esta nova realidade competitiva.  A inovação passou a ser um elemento estratégico e motor do crescimento econômico sustentável, pois aumenta a produtividade e a competitividade, e cria mercados.
      Não devemos observar a inovação como algo complexo, concentrado na alta tecnologia e envolvendo grandes investimentos.  A inovação pode ser realizada por qualquer empresa, qualquer que seja seu tamanho e seu orçamento e em qualquer nível: no produto, no processo, no serviço, ou em ambos; no estratégico, no tático, ou no operacional.
      Uma pequena panificadora de São Paulo, para enfrentar a forte competitividade das redes de supermercados, inovou implantando uma central de produção de pães congelados.  Isto permitiu a expansão da empresa que, em pouco tempo, aumentou de oito vezes o seu faturamento, inaugurou duas novas filiais, e quadriplicou o número de seus funcionários.  Esta é uma inovação técnica de processo que exigiu da empresa pesquisa para desenvolver um conhecimento tecnológico necessário para leitura de código de barras e para o próprio processo de congelamento.
      Os desafios mudaram e as inovações tecnológicas decorrentes do conhecimento e da pesquisa sistemática já dominam a nova economia.  Para ilustrar esta mudança, basta observar que na área da agricultura, por exemplo, não é preciso ter apenas água, terra, e sol para ser competitivo; existem hoje os grãos geneticamente modificados que têm um grande valor agregado e que são resultados de pesquisas inovadoras.  Isto mostra a importância do conhecimento como fator estratégico das empresas, capaz de gerar vantagens competitivas e diferenciais de mercado.
      As organizações estão se esforçando cada vez mais em criar, armazenar, transferir e aplicar o conhecimento.  No Maranhão, poucas empresas exercem algum tipo de ação para colocar a Inovação Tecnológica em prática.  Contudo, iniciativas interessantes surgiram como o programa “Inova Maranhão” da FAPEMA lançado no AmazonTech 2008, o SIBRAETEC e os Agentes Locais da Inovação do SEBRAE Maranhão, os programas de Inovação da FIEMA, a criação de Núcleos de Inovação Tecnológica nas nossas universidades: IFMA, UFMA e UEMA.  Entretanto, é preciso convergir tais iniciativas buscando elaborar uma Política Estadual da Inovação criando um Conselho Gestor e um Observatório da Inovação.
      Precisamos urgentemente de um marco regulatório para esta finalidade, Leis Estadual e Municipais da Inovação, Leis Estadual e Municipais do Bem e de Informática.  A Lei Estadual da Inovação é uma das exigências do Ministério de Ciência e Tecnologia –MCT que espera que todos os estados da federação tenham suas Leis estejam aprovadas e em funcionamento.  A Lei da Inovação deve estabelecer regras para o investimentos de recursos públicos Estaduais e Municipais em projetos de Inovação nas Empresas, regulamentar a participação de Pesquisadores em Projetos de Inovação Tecnológica nas Empresas e criar o Fundo Estadual/Municipal da Inovação garantindo assim subsídio para o investimento nesta área. Infelizmente, a Lei da Inovação do Maranhão foi desenvolvida pela Fapema e pronta deste o início de 2009, nunca foi encaminhada à Assembleia para aprovação.
          Precisamos também disseminar a cultura da inovação na nossa academia e junto com os nossos empresários, implantando a disciplina de Empreendedorismo em nossos currículos acadêmicos, encorajando a instalação de Empresas Juniores, e apoiando a criação da Rede Maranhense de Incubadoras de Empresas.
      Nossa academia precisa rever seu papel na sociedade e se abrir para o mundo externo, trabalhando de forma eficiente o tripé Ensino-Pesquisa-Extensão com foco na Inovação.  Precisamos também encontrar mecanismos para fortalecer a interação Universidade-Empresa.  Isto é fundamental para o sucesso da implantação de uma Política de Inovação no Estado além de sensibilizar e capacitar nosso empresário no uso das tecnologias e na busca contínua por inovações.
Para consolidar tais iniciativas, precisamos urgentemente consolidar um Parque Tecnológico no Estado.  O Maranhão é, hoje, o único Estado do Nordeste sem ter um Parque Tecnológico instalado no seu território.  Estados como São Paulo, por exemplo, tem quinze Parques Tecnológicos.  A instalação de um Parque Tecnológico no Estado atrairá grandes  investimentos do setor privado além de incentivar a instalação no Maranhão de grandes empreendimentos.  O Parque deve implantar um Centro de Transferência de Tecnologia e de Negócios e contemplar áreas estratégicas para o estado como um Polo de Biotecnologia, um Polo de Software, um Polo de Biocombustíveis e Energias Renováveis, um Polo Aeroespacial, um Polo de Agronegócio, Incubadoras de Empresas, etc.
       É neste quadro de orientação que deve se inscrever nossa abordagem prospectiva da implantação do Parque Tecnológico do Maranhão, buscando assim a emergência de um clima de Pesquisa propício à Inovação Tecnológica e consequentemente à melhoria da competitividade econômica do Estado e à geração de trabalho e renda transformando conhecimento em riquezas que beneficiam todos os maranhenses.

segunda-feira, 23 de março de 2015

ÁGUA E PAZ COM A NATUREZA

Celebramos hoje o Dia Mundial da Água.  O Brasil é o país com maior volume de água doce do mundo.  Temos 12% da água doce superficial do mundo. Temos o Amazonas que é o rio mais volumoso do mundo, e temos chuva abundante em 90% de nosso território com exceção do Semiárido.  Temos a maior reserva de água do planeta.  Infelizmente, apesar disto, vivemos hoje uma das maiores crises hídrica da história.

É, sem dúvida, um momento extremamente delicado e é muito importante para nós refletimos e conscientizamos sobre a necessidade da preservação do líquido mais precioso de nosso planeta.  Durante muitos anos usamos e desperdiçamos muita água sem a mínima preocupação.  Sem a água, a vida não existiria.  Seres humanos, animais, e plantas, todos precisam da água para viver e crescer.
A água para o nosso planeta é como o sangue para nosso corpo.  A exemplo do sangue que leva os nutrientes, oxigênio, etc. para as células do organismo em todos os tecidos do corpo, a água transporta os nutrientes para os milhares de organismos vivos na Terra.  Da mesma forma que aproximadamente 70% da superfície da terra é composta por água, 70% de nosso corpo é também constituído por água, tendo o sangue seu principal distribuidor.  Mais de 80% de nosso sangue é constituído de água facilitando assim a irrigação e alimentação de nosso corpo.
A água é um dom da natureza.  Ela existe nos três estados: líquido, sólido e gasoso, dependendo da temperatura ambiente.  Sua abundância no nosso planeta contrasta com o fato que menos de 3% de toda água é doce; o resto (97%) é água salgada, imprópria ao consumo.  Pior ainda, menos de 1% desta água é disponível para utilização, pois a maioria da água doce encontra-se nas geleiras nos dois polos ou nos subsolos muito profundos.  Estima-se que, em 100 litros de água neste planeta, apenas o equivalente a uma colher de chá é potável.  Tudo isto mostra a escassez da água potável, e encarece o acesso à água pelo homem.  É preciso lembrar que a água é um recurso muito limitado.  Além disso, ela é mal distribuída no planeta.
A convivência do homem e da água é muito antiga.  Ao longo da história, o homem aprendeu a usar a água em seu favor para plantar, criar, gerar energia, etc.  O homem sempre procurou morar perto dos rios para obter água potável, facilitar a irrigação, gerar energia, etc.  A água foi também fundamental na revolução industrial permitindo o surgimento da roda d´água (roda de Burden), a máquina a vapor, as usinas, refinarias, hidrelétrica, etc.
Com o aumento da população mundial, o crescimento da produção industrial, e a falta de políticas públicas de sustentabilidade ambiental, o problema do acesso à água está se tronando cada vez mais preocupante.  De fato, para produzir um quilo de papel, são usados 500 litros de água; para fabricar uma tonelada de aço, são necessários 260 mil litros de água, etc.  Enquanto a recomendação da UNESCO é de um consumo médio de 120 litros individual por dia, uma pessoa chega a gastar cerca de 500 litros de água por dia.  Realmente, o desperdício é muito grande.
A escassez da água é hoje um fenômeno mundial, e se nenhuma providência é tomada, estima-se que em 2050, a metade da população mundial não terá acesso à água o que levará a muitos conflitos entre os povos.
A falta de água está se agravando cada vez mais por inúmeras razões: a impermeabilização do solo resultando do asfaltamento e da edificação impede a infiltração da água da chuva no solo e consequentemente, prejudica o processo da recarga dos lençóis freáticos.  Recentes pesquisas mostram que as mudanças climáticas irão agravar até 40% a falta d’água no planeta.
Entretanto, a causa mais importante é a poluição fruto do descuido do homem.  Se um rio é contaminado, a população inteira sofre as consequências.  O lixo é jogado nos rios, no mar, nos lagos, sem nenhum tratamento, matando os peixes e a vida.  Um rio poluído é sujeito à morte.  Estima-se que, nas capitais brasileiras, apenas 17% das indústrias tratam seus esgotos e que 83% jogam nos rios todo lixo produzido.  No Maranhão, uma universidade como a UFMA que deve mostrar o exemplo, está jogando o seu esgoto no Rio Bacanga, sem nenhum tratamento, algo inadmissível, inimaginável, e não conduz com a missão que deva ter uma academia.
A atividade agrícola também é muito poluidora de água.  Os agrotóxicos e os pesticidas são muito prejudiciais, pois, carregados pela água da chuva, penetram o solo e atingem os lençóis freáticos ou são levados para os rios e mananciais.  Isto nos alerta cada vez mais sobre a importância da agricultura orgânica.
A água poluída pode causar doenças como cólera, febre tifoide, disenteria, amebíase, etc.  Apesar disto, mais de 30% da população brasileira não tem água encanada e nem saneamento básico.
O consumo de água cresce a cada dia, porém a quantidade de água disponível para o consumo no planeta é a mesma.  Algumas soluções estão sendo adotadas para obtenção de água potável como a dessalinização da água do mar, derretimento geleiro, etc.
A água é o melhor amigo da nossa saúde, forma física, e beleza.  A nossa sobrevivência depende de nossa capacidade de usar e de cuidar desta riqueza.  Devemos acabar com o desperdício de água.  Mudar nossos hábitos, nossos costumes nossa forma de lidar com a água no quotidiano: fechando a torneira ao escovar os dentes, reaproveitando a água de uso doméstico, economizando água tratada, utilizando menos detergentes, jogando o lixo no lugar apropriado, entendendo e respeitando o ciclo e o fluxo da água, plantando árvores, denunciando as empresas poluidoras, denunciando ocupações clandestinas que estejam despejando esgoto e lixo nos mananciais, etc.
Precisamos também cobrar a implantação de leis de proteção ao meio ambiente e contra as poluições a exemplo da Lei “Cidade Limpa” de São Paulo.  Projetos de perenização dos rios, e a construção de barragens são ações concretas que devem ser levadas a sério.
É preciso realizar estudos aprofundados sobre as bacias hidrográficas e o fluxo das águas das nossas cidades.  Esses estudos devem ser levados em consideração no planejamento das cidades, pois não podemos continuar a desafiar a natureza construindo nos lugares errados e asfaltando nos lugares errados.

Contudo, necessitamos principalmente de educação.  Uma educação que nos leva ao estabelecimento da consciência ecológica, para uma convivência em harmonia com a natureza, e para uma verdadeira solidariedade entre os seres humanos.  Precisamos cuidar deste bem valioso que a natureza nos deu.  Precisamos ter paz com a natureza e nos preocupar de vez com nosso planeta.

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